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NA BASE ENCERRA O PRIMEIRO CICLO FORTALECENDO A CENA INDEPENDENTE CAPIXABA

7 de ago.
3 min de leitura

Depois de oito edições, dezenas de artistas, empreendedores e agentes culturais conectados, o Na Base chega ao encerramento do seu primeiro ciclo reafirmando o propósito que deu origem ao projeto: criar um espaço permanente para que a cultura independente capixaba aconteça.


Ao longo dessa trajetória, o projeto transformou o Espaço Cultural Subúrbio em um território de encontros entre música, poesia, artes visuais, empreendedorismo e público, fortalecendo a circulação de artistas e ampliando as possibilidades de conexão entre quem produz e quem consome cultura no Espírito Santo.


A 8ª edição celebra esse caminho reunindo dois nomes que representam diferentes potências do rap capixaba: Sadraque e Lucrécia, artistas que transformam experiências pessoais em música e chegam ao Na Base com apresentações carregadas de identidade, sensibilidade e presença de palco.


Sadraque: o rap como transformação

Criado no bairro Santos Dumont, Sadraque encontrou no rap uma forma de reorganizar a própria vida durante um dos períodos mais difíceis que enfrentou. O que começou como uma válvula de escape se transformou em carreira e hoje o artista constrói uma identidade marcada por autoestima, empoderamento e narrativas inspiradas na juventude negra capixaba.


O público pode esperar um pocket show intenso, conduzido por uma energia marcante. Um dos momentos mais aguardados será a apresentação de “Designer”, faixa do seu novo EP, além de “Flor”, música que aborda a luta contra a depressão e nasce de uma das experiências mais delicadas da sua trajetória.


Influenciado por artistas como JesTf, IgorKartier e TheNike, Sadraque acredita que a profissionalização tem sido uma resposta às dificuldades enfrentadas por artistas independentes no Espírito Santo e destaca a importância de iniciativas como o Na Base para o fortalecimento da cultura local.


Para esta apresentação, ele promete mostrar um novo momento da sua caminhada.


“Pela primeira vez o REALSAD vai assumir o lugar do SADRAQUE. Muita coisa pode acontecer nesta noite.”


Conheça aqui!


Lucrécia: arte, observação e verdade.

Natural de Minas Gerais e vivendo no Espírito Santo há pouco mais de um ano e meio, Lucrécia reúne música, teatro e comunicação em uma trajetória construída a partir da escrita.


Sua primeira composição nasceu como uma poesia durante o período pós-pandemia e deu origem à música “Valadolares”, crítica social inspirada na cidade onde viveu durante anos.


Em 2025, conquistou o primeiro lugar no Viana Soul, premiação que possibilitou a produção do EP “Lucros, Frutos, Lutas e Falhas”, trabalho que atualmente apresenta pelos palcos.


Seu pocket show promete emoção e proximidade com o público. Entre as músicas, um dos momentos mais especiais será “Despedida”, composição escrita após o fim de um relacionamento e que acabou substituindo outra faixa originalmente prevista para o EP.


As referências de Lucrécia ultrapassam o rap e dialogam com a cena urbana: fotógrafos, grafiteiros, artistas visuais, atores e trabalhadores da cultura, fazendo da observação cotidiana uma das principais fontes da sua criação.


Para ela, projetos como o Na Base cumprem um papel fundamental ao aproximar a periferia do centro da cidade e oferecer visibilidade para artistas independentes.


“Vocês vão ter a oportunidade de ver a Lucrécia como nunca viram antes e descobrir se ela é a braba da cena mesmo ou não.”


Conheça aqui!


Muito além dos shows

Além das apresentações musicais, a 8ª edição contará com discotecagens de DJ TZ, DJ M4lü, DJ Uncle e DJ Smooke, exposição “Conj. Habitacional”, da artista Yasmin Cerqueira, espaço empreendedor com Alice Lahoz e mais uma edição do Sarau Na Base, mantendo o microfone aberto para que novas vozes ocupem o palco.


Esta edição simboliza a consolidação de um projeto que, ao longo de seu primeiro ciclo, fortaleceu artistas, criou redes de colaboração e reafirmou que a cultura acontece quando existem espaços comprometidos com a diversidade, o encontro e a produção independente.


O primeiro ciclo termina. O movimento continua.


Este é o encerramento do primeiro ciclo, mas está longe de ser um ponto final. É o início de uma nova etapa, com novos artistas, novas histórias e novas conexões.

Fique atento às inscrições do próximo ciclo e venha fazer parte dos próximos capítulos do Na Base.

 
 
 

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